Oficinas preparam gestores municipais para o período de chuvas em SP

Todos os anos, o Governo Paulista promove atividades preventivas e de monitoramento em relação aos riscos que envolvam o período chuvoso, principalmente durante o verão. Por isso, a Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil conduz ações nos meses anteriores ao período de precipitações, principalmente no planejamento das Oficinas Preparatórias para a Operação Chuvas de Verão.

Em outubro e novembro, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil desenvolve oito atividades do tipo. “O objetivo é aperfeiçoar as ações do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil e melhor preparar os agentes municipais para o período de chuvas”, salienta o major PM Marcelo Vieira dos Santos, diretor da Divisão de Resposta da Defesa Civil.

Oficinas

Vale destacar que os encontros ocorrem nas regiões de Itapeva, São José dos Campos, Sorocaba, Registro, Santos, Campinas e na Grande São Paulo. Na ocasião, os agentes de Defesa Civil são treinados para enfrentar o período de chuvas e auxiliar a população no que for necessário.

Os temas englobam leitura de índices pluviométricos, realização de vistorias nas áreas de risco cadastradas e identificação de sinais que indiquem que o solo está se movimentando, como trincas nas paredes e muros, postes e árvores apresentam movimentação, entre outros.

“A Defesa Civil Estadual também conta com materiais de divulgação aos municípios, como panfletos, cartilhas e manuais, que são ofertados à população. O conteúdo oferece orientações de como proceder em caso de tempestades, afogamentos e estiagem, entre outros”, acrescenta o major PM Marcelo Vieira dos Santos.

Além disso, a Defesa Civil oferece todo o suporte necessário às defesas civis municipais, agindo de forma complementar, por meio do envio de materiais de ajuda humanitária e de agentes para auxílio na gestão das ocorrências e preenchimento de documentação exigida pela legislação.

“Contamos com uma ferramenta disponível em todo o Estado para auxiliar na emissão de alertas de riscos de desastres via SMS diretamente à população, através do número 40199”, completa o diretor da Divisão de Resposta da Defesa Civil Estadual.

Alertas

O serviço foi desenvolvido pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, implementado em São Paulo, a partir de 2017, pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. O registro pode ser feito a qualquer tempo. Para tal, basta enviar um SMS para o número 40199, escrevendo o CEP de interesse.

É possível cadastrar mais de um CEP. No entanto, o usuário deve enviar uma mensagem por vez. Não existe limite para a quantidade de localizações registradas. Os alertas são curtos, com até 160 caracteres, e buscam apenas informar sobre um possível risco.

“O SMS 40199 tem sido um grande aliado e um fator importante de inovação, uma vez que democratiza e permite a cobrança do cidadão em relação à Defesa Civil”, avalia Sidnei Furtado Fernandes, coordenador regional da Defesa Civil na região administrativa de Campinas, que engloba 90 cidades. Foram reservadas datas em novembro para a realização de duas oficinas para os gestores municipais.

De acordo com Kathleen Chaves, coordenadora regional de Proteção e Defesa Civil Redec I1, na região de Registro, a maior demanda nos municípios próximos está ligada à possibilidade de enchentes. “As oficinas são importantes e as ações incluem a medição de precipitação, bem como o monitoramento do nível dos rios. O apoio dos gestores municipais é fundamental para o desenvolvimento das estratégias”, afirma.

Ao todo, os representantes das 14 cidades na região de Registro já participaram das atividades de capacitação, no fim de outubro. “A parceria com os gestores municipais torna os municípios mais próximos e integrados. Na região, há a especificidade em relação ao Departamento de Águas e Energia Elétrica, o DAEE, que oferece uma sala de situação para verificar situações de risco”, diz.

Prevenção

Na região administrativa da Baixada Santista, nove municípios participam das atividades preparatórias para o período de chuvas. “As ações permitem o treinamento de moradores das áreas de risco, além de cursos para relembrar, por meio das oficinas de preparação. Oficinas são fundamentais para que todos falem a mesma língua e para tirar dúvidas dos gestores municipais”, enfatiza Regina Elsa Araújo, coordenadora regional de Defesa Civil na região administrativa da Baixada Santista.

A coordenadora é uma das responsáveis pela condução do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), específico para escorregamentos nas encostas da Serra do Mar, no Estado, com a participação do Instituto Geológico, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado. O projeto nasceu em 1988, em razão de dez mortes no Carnaval daquele ano, em Cubatão. “A experiência conta com interesse de outros Estados e já recebeu consultas, inclusive, do governo do Japão”, finaliza.

Desde a implantação, em 1989, o PPDC obtém êxito na prevenção a desastres naturais em municípios do litoral paulista. Em 2003, o Instituto Geológico passou a operar Planos Preventivos de Defesa Civil também nas regiões do ABC e Sorocaba, totalizando 26 municípios monitorados anualmente no período de verão.

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