SÃO LUÍS – Campanha Conte até 10 nas Escolas é encerrada

PublicoPauloAvelarPGJSebastianaGomesJulioFerreiraMarcosDavidThalissonDeCastroGeralEquipe Foi realizada na tarde desta terça-feira, 18, no Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Maranhão, o encerramento da campanha “Conte até 10 nas escolas”. A iniciativa foi desenvolvida pela Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar, formada pelo Ministério Público, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar (PMMA), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Conselho Tutelar.

O projeto foi aplicado, inicialmente, em quatro escolas da capital, duas da rede estadual e duas da rede municipal de ensino: o Centro de Ensino Estado do Rio Grande do Norte, no Radional, CE Estado do Amazonas (Bairro de Fátima), Unidade de Ensino Básico Ana Lúcia Chaves Fecury (São Bernardo) e UEB Leonel Brizola (Vila Luizão).

Em cada escola, participaram 20 estudantes, que serão multiplicadores das ações. Em oito encontros realizados em cada escola foram apresentados aos estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e 1° ano do ensino médio os conteúdos da campanha que objetiva a redução da violência, a promoção de uma cultura de paz e o incentivo à cidadania, sempre por meio do diálogo e mediação de conflitos.

O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, falou sobre a importância da campanha ao incentivar a reflexão sobre as consequências dos atos do dia-a-dia. “Temos que trabalhar a cultura da paz. Nós vivemos um momento de muita intolerância e eu fico muito feliz em vê-los aqui, jovens, trabalhando esse tema, que é tão importante”, afirmou.

Em seguida, o tenente-coronel da PMMA Marcos David, que é o coordenador da Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar, fez uma apresentação sobre os trabalhos realizados durante a campanha, ressaltando a importância da participação de todas as instituições nas atividades realizadas nas escolas.

Também foram apresentados vídeos nos quais os estudantes que participaram do projeto falaram sobre as suas impressões e de que formas o “Conte até 10 nas escolas” os influenciou, e um rap sobre a violência no ambiente escolar, cantado por alunos do CE Estado do Amazonas.

A gestora da Unidade de Ensino Básico Ana Lúcia Chaves Fecury, Sebastiana Gomes, agradeceu à Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar pela iniciativa e pelos resultados alcançados. “Vimos, nesses encontros, os conteúdos ganharem vida nas ações dos nossos adolescentes que faziam parte da campanha”, garantiu.

Kalyanne Fontenelle, gestora do Centro de Ensino Estado do Rio Grande do Norte, falou em nome das escolas da rede estadual de ensino que participaram da campanha. De acordo com a diretora, os alunos que participaram do projeto estavam constantemente na direção da escola por questões de comportamento. “O Conte até 10 na Escola Rio Grande do Norte representa, hoje, transformação, esperança. Um projeto bem executado transforma o aluno”, garantiu.

EXPERIÊNCIA

O estudante Júlio Ferreira, do CE Estado do Amazonas, falou sobre a sua experiência ao participar do Conte até 10 e da influência em sua vida. “No futebol eu tinha muitos conflitos. Agora, não. Aconteceram muitos conflitos na nossa escola e eu fui um dos primeiros a mediar. Com certeza, alguma coisa ficou na cabeça de cada um de nós”, afirmou.

Thalisson de Castro, aluno da UEB Leonel Brizola, abordou a possibilidade de interação com estudantes de outras turmas e o aprendizado sobre o respeito ao próximo. Ele pediu, ainda, a continuidade do projeto na escola.

O secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, parabenizou os estudantes participantes e ressaltou que o projeto traz, como pano de fundo, a questão da inteligência emocional. “Quando cada um está preocupado com o próximo, está incorporando um valor grandioso e necessário à educação, que é a ética”, observou.

Representando a Secretaria de Estado de Educação, a professora Isabel Cristina, da Unidade Regional de Educação (URE), falou sobre os resultados alcançados e da possibilidade de expansão do Conte até 10 para outras escolas. “Teremos posturas repensadas, evitando-se conflitos. Nas nossas escolas, a violência será combatida com muito conhecimento e sabedoria”, finalizou.

O subsecretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Saulo de Tarso, que representou o secretário Jeferson Portela, lembrou o trabalho desenvolvido pela Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar e afirmou que a campanha será expandida para outras escolas. “Onde e quando for preciso, nós estaremos juntos”, garantiu.

O comandante do Comando de Polícia Metropolitana II, coronel Aritanã, afirmou estar feliz ao ver os resultados alcançados, em especial o pedido dos estudantes para que o trabalho tenha continuidade. O policial militar ressaltou, ainda, a importância da mudança de comportamento dos jovens a partir dos trabalhos realizados. “Isso nos motiva a continuar trabalhando”, afirmou.

O conselheiro tutelar Alberdan também falou sobre os resultados alcançados e de como a cultura da paz reflete-se na comunidade escolar e nas famílias dos estudantes. “A partir desse momento, dessa experiência, eles têm força para dizer não às drogas, não à violência”, comemorou.

O titular da 4ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação de São Luís, Paulo Silvestre Avelar Silva, falou sobre as ações desenvolvidas pelo Ministério Público no combate à violência nas escolas, ressaltando que os 80 estudantes que participaram das atividades serão os multiplicadores do Conte até 10 nas escolas. “Nós estamos no caminho certo e vamos continuar nessa luta”, garantiu Paulo Avelar, afirmando que o projeto terá continuidade em 2019.

O encerramento da campanha Conte até 10 nas escolas também contou com a presença de estudantes do Centro de Ensino João Francisco Lisboa (Cejol), localizado ao lado do Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Maranhão.

Redação e fotos: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)

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